Dores escolhidas

Heraldo Palmeira
A feijoada do sábado no boteco da esquina estava prometida há tanto tempo e sempre aparecia alguma milacria na agenda para atrapalhar. Ele era da música, ambiente em que nos conhecemos havia mais de vinte anos. E vinha há outros muitos numa luta enorme de sobreviver, não tinha mesmo como preferir uma feijoada adiável diante de um trabalho qualquer que fosse.
Finalmente o nosso sábado prometido e ele chegou devagar, eu o vi descer do ônibus e atravessar a rua como que medindo cada passo. O abraço apertado, nossas palavras de ordem ordenando o carinho que consagra uma amizade em Leia tudo…

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